A HISTÓRIA
Os colégios universitários na Europa são tão antigos
como as universidades.
Floresceram à volta destas com uma missão bem
específica: apoio logístico e formação integral do
estudante, criando um ambiente comunitário saudável.
Extintos em 1834, coube aos Claretianos portugueses a
honra de, após um interregno de 141 anos, restaurar no
nosso país a tradição dos históricos Colégios
Universitários de Lisboa e Coimbra.
Através do dinamismo e espírito empreendedor do Pe.
Joaquim António de Aguiar, a ideia fez-se obra, quando
apareceu na Cidade Universitária de Lisboa o Colégio
Universitário Pio XII, uma instituição bem na linha do
espírito de Santo António Maria Claret, que tanto se
preocupou com os problemas da educação da juventude e a
evangelização da cultura.

A 29 de Agosto de 1955 é lançada a
primeira pedra. Em Maio de 1957, com a presença das mais
altas individualidades eclesiásticas e civis é
inaugurada a primeira fase do complexo, com capacidade
para 47 estudantes, todos com quarto individual com
banho completo, uma novidade no meio universitário
português, servido até então por meras residências, que
não passavam de pensões sem o mínimo de condições para a
formação integral do universitário.

Só em 1965 o plano fica completo,
alargando a área para 150 residentes e com todas as
estruturas essenciais: igreja, biblioteca, auditório,
salas de estudo, bar, salas de TV, ginásio, parque
desportivo...

A funcionar em pleno, o número dos
residentes tem flutuado entre os 130 e 180, situando-se
actualmente nos 150. São estes os destinatários de um
projecto educativo que honra a Igreja e a Congregação,
no meio universitário português e não só.
Desde a primeira hora, houve a
preocupação de fazer desta casa algo mais do que um
simples "lar" ou "república", onde apenas se cultiva a
camaradagem e certos valores humanos.
O projecto educativo do Colégio parte de uma perspectiva
da formação integral do estudante, contemplando a sua
dupla dimensão, humana e cristã, e o crescimento
harmónico de todos os elementos integrantes da educação.
Com este objectivo organizam-se
palestras, debates, retiros, encontros internacionais,
tendo como filosofia de fundo o diálogo fé-cultura,
juntamente com a vivência e aprofundamento da fé.


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